Fui lendo o romance com alguma satisfação, atento à reconstrução de memórias das personagens mais importantes, Santiago, Joca, Domingos, Marta, Marília, Ofeka... Jeremias, Zacarias...Memórias profissionais, das guerras coloniais, civis e até de tempos imemoriais. Memórias filtradas por uma autocensura cumplice de um presente em que os valores deixaram de ter qualquer sentido,
Em alternativa, a utopia dos Kyakas, iluminados que regressam ao Planalto e vivem clandestinamente... sem que YAKA sinta necessidade de pronunciar-se, até porque os colonialistas portugueses há muito regressaram ao ponto de partida.
Quanto a Pepetela, talvez se reveja na afirmação do major Santiago: Tudo ligado e tudo lixado, Fazer mais como então? Só mesmo resistir.
Não fiquei muito satisfeito com o desfecho, em aberto. Pode ser que o espírito Olegário tenha a chave do futuro e que este venha a ser harmonioso...