segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Um cidadão digital protegido

«Manterás então a lucidez e a contenção, mesmo que te custe terrivelmente, e não publicarás, em nenhuma plataforma ou serviço de mensagens, informações ou fotos que revelem o teu estado espírito, a tua condição afectiva, os teus gostos e interesses, ou as tuas tristezas e preocupações.»
      Cláudia Pina e José Vegar, CIBERCRIME, página 222.

Aqui chegado, verifico que estamos nas mãos de cibercriminosos que digitalmente conseguem controlar-nos e sobretudo, destruir qualquer tipo de segurança que pensemos eficaz. 
A liberdade, tal como a imaginámos, acabou. 
Nem os Estados conseguem defender os territórios e as pessoas, muito provavelmente, porque também eles se servem das redes para afirmarem o seu poder.
Por este andar, só voltando à Idade da Pedra.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Hoje com Sol...

Os dias sucedem-se, hoje com Sol. E alguém pergunta qual é a desculpa para não sair de casa?
Objetivamente, não sei responder. Avanço uma explicação, mas não me agrada o caminho que a conversa começa a antecipar.
Resta o sorriso da circunstância.
Pode ser que amanhã o Sol possa ser mais convincente, já que me faltam os argumentos. Melhor dizendo, há muito que deixei de contar para a decisão.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Está difícil!

Está difícil de encontrar um novo título para este blogue. De qualquer modo, o mais duro é a assistir ao desperdício do pouco sol que nos vai envolvendo... Por vezes, fico com a sensação de que há pessoas que preferem hibernar.
Infelizmente não consigo acompanhar quem prefere as trevas à luz. Se fomos dados à luz, não foi para soçobrarmos tão facilmente, tornando-nos indignos de quem nos gerou e criou.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Depressões

Não é fácil lidar com depressões sejam endógenas ou exógenas. A fuga não resolve. E a demissão é um caminho que acaba por agravar a depressão seja ela de que tipo for...
As vítimas podem ser encontradas a montante e a jusante em situação de desespero, muitas vezes, entregues a si próprias, como se a responsabilidade fosse do seu próprio destino.
Já é tempo de acabar com a fatalidade, e começar o trabalho de reconstrução em novos moldes.  Por exemplo, pedindo aos neerderlandeses que nos ensinem a proteger a costa marítima e a regular os rios.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Bom Senso

Entre o abismo e a moderação, os portugueses votaram sensatamente.
Pouco mais há a acrescentar, a não ser que a comunicação social, ciosa de sangue, irá continuar a estender o tapete ao André Ventura.
Estou, no entanto, convencido de que o povo não irá aceitar tal caminho.
Esperemos que o novo Presidente, António José Seguro, seja discreto e firme. Por exemplo, que exija ao Governo mais investimento e rigor na defesa do território.
Afinal, o que faz de nós um dos povos mais antigos é o territorio.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Os carrascos do KIDON

Olho por olho, dente por dente.
Não se trata de um assassinato pontual, no caso é sistemático e ao longo de décadas. Esta é a matéria da obra de Eric Frattini, MOSSAD, OS CARRASCOS DO KIDON.
O autor narra 26 Operações de assassinato de estado, cujo o fio condutor é o direito à VINGANÇA (a Lei de Talião, popularizada pelo código de Hamurabi). O método é sempre o mesmo, embora os meios possam mudar.
David sente-se acossado e tudo faz e continuará a fazer para eliminar Golias, através do extermínio do povo palestiniano ou, pelo menos, para reduzir a ambição nuclear do Síria, do Iraque, do Irão... e de qualquer outro país árabe...
Da leitura, resulta uma única verdade: o que se passa nos bastidores é bem mais importante do que o que é relatado pelos canais oficiais e pela comunicação social.
Nesta matéria, existe sempre uma cortina que nos esconde a verdade. Quando o móbil é milenar e visceral, pouco podemos fazer, a não ser não nos deixar iludir.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Desconcerto

Quando se anda desconcertado, em geral, há uma dificuldade resultante de uma causa interna ou de vários factores exógenos e isso não ajuda a dar conta do que nos vai perturbando... 
De facto, por agora, a causa interna não tem força suficiente para me limitar na ação. Por isso não devo valorizá-la porque o envelhecimento em si não justifica o que quer que seja...
Quanto aos factores exógenos, a história já é bem diferente, desde a vida familiar à vida social. 
Da vida familiar, o bom senso recomenda que pouco ou nada se diga, mas já é sabido que ou se assume responsabilidade ou se 'faz de morto', o que no último caso dá muito jeito aos narcisistas que tendem aconsiderar-se vítimas... 
Da vida social, há factores que são constantes e outros que são pontuais. 
Por exemplo, há uns minutos, ia sendo atropelado no meio de uma passadeira por uma automobilista que, querendo passar antes de um autocarro que estava numa paragem, fez a manobra sem verificar que havia um peão no caminho... acabou por fazer um gesto senil de desculpa.
Dos factores constantes, a posse territorial voltou a ser tema dominante, independentemente do direito internacional construido ao longo século XX. Tal como a automobilista, o que interessa é atingir o objetivo, sem olhar a meios...
Narcista, automobilista e ditador coincidem na prática.  Por isso, não me livrar do desconcerto.