quinta-feira, 5 de março de 2026

A noite escura chegou

«Se pudesse deixar de atormentar-me, deixar de pensar, se as ondas e as palmeiras não me acordassem à noite...» António Lobo Antunes, Não entres tão depressa nessa noite escura, 2000

A noite escura chegou, mas, paradoxalmente, para António Lobo Antunes essa noite deixou de ter o sentido que ele sempre procurou. Por vezes, essa busca mergulhou no ininteligível, deixando o leitor perdido num interminável labirinto de palavras...
Com a chegada dessa noite, findou a esperança de que um dia mudasse de passeio, atravessasse a Praça José Fontana e entrasse por uma última vez no Liceu Camões...
Admito, no entanto, que com a chegada desta noite escura, António Lobo Antunes já tenha superado o trauma e regressado à luz que desfaz as trevas.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Um cidadão digital protegido

«Manterás então a lucidez e a contenção, mesmo que te custe terrivelmente, e não publicarás, em nenhuma plataforma ou serviço de mensagens, informações ou fotos que revelem o teu estado espírito, a tua condição afectiva, os teus gostos e interesses, ou as tuas tristezas e preocupações.»
      Cláudia Pina e José Vegar, CIBERCRIME, página 222.

Aqui chegado, verifico que estamos nas mãos de cibercriminosos que digitalmente conseguem controlar-nos e sobretudo, destruir qualquer tipo de segurança que pensemos eficaz. 
A liberdade, tal como a imaginámos, acabou. 
Nem os Estados conseguem defender os territórios e as pessoas, muito provavelmente, porque também eles se servem das redes para afirmarem o seu poder.
Por este andar, só voltando à Idade da Pedra.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Hoje com Sol...

Os dias sucedem-se, hoje com Sol. E alguém pergunta qual é a desculpa para não sair de casa?
Objetivamente, não sei responder. Avanço uma explicação, mas não me agrada o caminho que a conversa começa a antecipar.
Resta o sorriso da circunstância.
Pode ser que amanhã o Sol possa ser mais convincente, já que me faltam os argumentos. Melhor dizendo, há muito que deixei de contar para a decisão.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Está difícil!

Está difícil de encontrar um novo título para este blogue. De qualquer modo, o mais duro é a assistir ao desperdício do pouco sol que nos vai envolvendo... Por vezes, fico com a sensação de que há pessoas que preferem hibernar.
Infelizmente não consigo acompanhar quem prefere as trevas à luz. Se fomos dados à luz, não foi para soçobrarmos tão facilmente, tornando-nos indignos de quem nos gerou e criou.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Depressões

Não é fácil lidar com depressões sejam endógenas ou exógenas. A fuga não resolve. E a demissão é um caminho que acaba por agravar a depressão seja ela de que tipo for...
As vítimas podem ser encontradas a montante e a jusante em situação de desespero, muitas vezes, entregues a si próprias, como se a responsabilidade fosse do seu próprio destino.
Já é tempo de acabar com a fatalidade, e começar o trabalho de reconstrução em novos moldes.  Por exemplo, pedindo aos neerderlandeses que nos ensinem a proteger a costa marítima e a regular os rios.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Bom Senso

Entre o abismo e a moderação, os portugueses votaram sensatamente.
Pouco mais há a acrescentar, a não ser que a comunicação social, ciosa de sangue, irá continuar a estender o tapete ao André Ventura.
Estou, no entanto, convencido de que o povo não irá aceitar tal caminho.
Esperemos que o novo Presidente, António José Seguro, seja discreto e firme. Por exemplo, que exija ao Governo mais investimento e rigor na defesa do território.
Afinal, o que faz de nós um dos povos mais antigos é o territorio.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Os carrascos do KIDON

Olho por olho, dente por dente.
Não se trata de um assassinato pontual, no caso é sistemático e ao longo de décadas. Esta é a matéria da obra de Eric Frattini, MOSSAD, OS CARRASCOS DO KIDON.
O autor narra 26 Operações de assassinato de estado, cujo o fio condutor é o direito à VINGANÇA (a Lei de Talião, popularizada pelo código de Hamurabi). O método é sempre o mesmo, embora os meios possam mudar.
David sente-se acossado e tudo faz e continuará a fazer para eliminar Golias, através do extermínio do povo palestiniano ou, pelo menos, para reduzir a ambição nuclear do Síria, do Iraque, do Irão... e de qualquer outro país árabe...
Da leitura, resulta uma única verdade: o que se passa nos bastidores é bem mais importante do que o que é relatado pelos canais oficiais e pela comunicação social.
Nesta matéria, existe sempre uma cortina que nos esconde a verdade. Quando o móbil é milenar e visceral, pouco podemos fazer, a não ser não nos deixar iludir.